Julho é um mês terrível. É terrivelmente lindo, terrivelmente folgado e quando se está em Curitiba, terrivelmente frio. Faz aquele sol gelado, que deixa as fotos lindas e o nariz vermelho, que congela a cara e me faz sorrir o tempo todo. Julho é meu mês preferido, com toda a certeza.
E daí que esse julho eu estou sozinha. Fazia três anos desde que isso não acontecia, e de repente o frio todo não me parece mais TÃO interessante. É um tipo de frio que a minha luva preta não consegue me proteger, por mais quente que ela seja. Um frio que só outra mão, de preferência não tão friorenta quanto a minha, pode mandar embora. E eu estou aqui no meio de um diálogo bem estilo Lorelai/Rory com a minha mente, falando muito mais do que eu consigo acompanhar, pensando em como é estar solteira no meu mês favorito. Não se trata de querer apenas uma pessoa pra me aquecer, é inverno e é quase injusto não ter com quem compartilhar toda a beleza que alguns graus a menos proporcionam no meu próprio clima, meu rosto que miraculosamente fica mais bonito.
E então, julho está ai, começando de novo e me olhando na cara, quase me acusando de estar só. O sorriso e o rosto bonito continuam aqui, só esperando um outro sorriso, um outro rosto bonito. Um outro com quem compartilhar os 31 mais bonitos dias no ano.
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Pra ler ouvindo Mad World - Gary Jules
Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
.Procura-se
Por Ana C. Nemes às 5:40 PM 4 Ondas Links para esta postagem
Terça-feira, 30 de Junho de 2009
.A história que eu sempre quis contar - Parte final
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Acho que foi tolice minha. Ou tua, ou quem sabe de nós dois. Era certo demais pra mim que aquele encontro no supermercado fosse uma prenuncia, um prólogo de algo maior. Como um livro, afinal minha busca por ti havia sido grande, e eu erroneamente interpretei aquilo como um sinal. Sinal do que? Não sei.
E durante algum tempo foi belo. Sim, se não o fosse eu jamais estaria te escrevendo essas linhas. Nossas vontades estavam muito próximas, sempre. Descobríamos aos poucos, e sem querer, tantas semelhanças. É, talvez meu erro seja lembrar. Lembrar de cada coincidência, nossa formação religiosa quando jovens, conhecidos em comum, tantos gostos e vontades iguais... Quantas vezes me fez lembrar detalhes daquela historia bonita de quando nos conhecemos no vestibular... Tantas conversas, afetos estampados nas palavras, vontades quase incontidas de ter asas e voarmos pra perto um do outro, juntinhos num edredom velho, pra assistirmos aquele maldito DVD do Nando Reis. É possível, quem sabe provável, que você não lembre dessas coisas, mas me permita pecar pela memória algumas vezes mais. Prometo que serão as ultimas.
Pois lembro claramente da noite que eu, por desespero da fome, te fiz prometer que cozinharia pra mim, te contratei em troca de carinhos e afetos. Tu me prometeu, naquela noite fria, que me acordaria logo cedo com panquecas e geléia de morango. E suco de laranja recém espremido, eu lembro. Ah, naquela manhã quase pude sentir o cheiro suave que saía da minha imaginação e vontade... Sim, eu me lembro. Lembro de quase tudo que tu já deve ter esquecido. A primeira vez que ouvi tua voz, cada madrugada que conversávamos, que "perdemos" em claro, cada vez que tu dizia uma queridice qualquer... É, tantas queridices. Pena que o verão que te trouxe, te levou embora. Estava nossa relação tão baseada no virtual que não pode viver no mundo real? Bom, no final tu virou um livro lindo que vou escrever sozinha. Sim, sozinha. As palavras e a historia. Um livro que vivi sozinha. De ilusão e uma magia que só existia pra mim.
Se o final é triste não sei dizer ao certo, mas é certo que é o final. E como todo final, traz consigo saudade, dor e lágrimas. Trás junto a nostalgia dos dias em que essa ilusão funcionava e me fazia feliz. Hoje a magia não funciona mais, não preenche mais a historia linda que eu queria viver. Eu estava te esperando aqui, nesse sofá o dia todo e se, mesmo tarde, tu tivesse vindo, eu teria mais uma vez acreditado que vivíamos esse conto juntos, mas tua ausência nesse lugar cheio de gente me deixa apenas uma pergunta, ao final de tudo... Será que alguma vez isso teve alguma espécie de começo pra ti, assim como o teve pra mim?
[1] Eu escrevi essa carta uma meia hora antes de resolver me levantar e ir embora daquela livraria cheia de pessoas passando que não faziam idéia do que acontecia. Eu escrevi tudo isso - Clichê alert! - no calor do momento, mas nada disso se tornou menos verdade hoje. Sim sim, pra quem até agora não entendeu, tudo isso ali nesses posts é verdade. As fotos, inclusive. Não deu certo, e eu entendo que não tenha dado, eu respeito muito ele. (Um dos motivos por ter recortado a foto em que ele aparece. O sorriso basta.) Mas é injusto, até hoje, ter acabado assim. Se fosse pra ter fim, merecia um final decente... Mas vai entender, né. Eu passei por cima disso, e hoje tudo que eu sinto sobre o assunto é que foi um puta desperdício de enredo do destino...
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FIM
Por Ana C. Nemes às 6:19 PM 7 Ondas Links para esta postagem
Domingo, 28 de Junho de 2009
.A história que eu sempre quis contar - Parte VII
Decidi dormir um pouco, pra passar o tempo. Nenhum rosto conhecido, cidade empoeirada, e eu lá, com uma mochila pesada nas costas cheia de coisas que eu achava que iria usar.
Esperar. Eu nunca gostei disso. Esperar um ano inteiro para ter que esperar mais tempo, parecia que jamais chegaria. Deitei minha cabeça na mochila e tentei dormir.
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Fui acordada por uma pessoa que eu conhecia tão bem, e tão pouco. Nos estranhamos, aquele estranhamento gostoso. "Oi, é você?" Que pergunta sem razão, era ele ali. Alto, mais do que eu lembrava, olhos intensos e o sorriso que eu tantas vezes li na tela do meu computador. E estávamos nós dois, sem ela.
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Pra definir aquele final de semana eu posso usar apenas uma palavra: Surreal. Cachoeiras, montanhas, medos, perigos, delícias, descobertas, e tanta risada e vontade de a gente não deixar o tempo ir assim. Enquanto a água corria nos tantos rios que passamos, a conversa, a cumplicidade. Éramos nós ali, surreal, não é?
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Eu sinceramente preferia acabar por aqui. Perfeito até quando eu subi no ônibus, vestindo o moleton amarelo emprestado e dei tchau, mandei um beijo através do vidro fechado. Mas a vida, ah, a vida...
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(Continua...)
Por Ana C. Nemes às 10:12 AM 2 Ondas Links para esta postagem
Marcadores: Fotos
Terça-feira, 12 de Maio de 2009
.A história que eu sempre quis contar - Parte VI
Samuel.
Agora quando eu fechava os olhos e via aquele rosto, eu podia ouvir também seu nome. Era uma sensação estranha, me aproximava mais ainda de alguém que eu não conhecia, mas era cada vez mais evidente de que havia algo ali pra ser descoberto.
Eu adoraria dizer que nos encontramos no outro dia e em todos os outros depois e depois mas não foi assim. Depois de um ou dois meses foi que eu finalmente encontrei-o pelo mundo digital, e que destino sacana que nos fez morar a muitos e muitos quilômetros de distância um do outro.
Fomos nos conhecendo, e essa é a parte mais linda de toda a história. Descobrimos que nossas visões um sobre o outro eram iguais, que nosso silêncio era igualmente fundamentado na idéia de que era impossível encontrar algo para dizer que não fosse de certa forma quebrar tudo aquilo. Gastamos muitas e muitas e muitas madrugadas acordados, era o nosso tempo e não havia nada mais óbvio pra se fazer que querer passar mais tempo "juntos". Separados por uma tela brilhante que depois de um tempo me doía os olhos.
Nossas músicas, nossos gostos, vontades, sonhos, risadas. O Nando Reis e as coisas que só nós sabíamos sobre nós mesmo. E aquela vontade grande de que a distância toda fosse embora e pudéssemos finalmente quebrar o silêncio que ainda insistia em ser mais alto que o barulho dos dedos martelando as letras de todas as coisas que queríamos dizer.
Eu sinto saudade daquelas noites.
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E um ano depois então depois de muita história e muitas outras tentativas fracassadas, nós iríamos nos encontrar.
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(Continua)
Por Ana C. Nemes às 8:59 AM 3 Ondas Links para esta postagem
Quarta-feira, 6 de Maio de 2009
.A história que eu sempre quis contar - parte V
Nesse ponto da história eu cheguei em uma encruzilhada moral: contar a verdade, os fatos reais da história ou inventar algo lindo que eu poderia ter feito e todos ficaremos felizes e prontoacabou. A verdade é que a verdade é extremamente ridícula e revoltante.
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Eu não sabia o que pensar, estava acontecendo muito rápido. De manhã eu estava sonhando com ele e de tarde ele estava lá, era no mínimo injusto comigo ter que agir com pressa em algo tão fácil de estragar. Saí ofegante do mercado.
Sentei no meio fio completamente sem reação. Se alguém me chamasse eu certamente não ouviria, um exagero, talvez, mas eu estava realmente furiosa com tudo o que estava ali, acontecendo. Sentada ali num misto de auto-raiva e revolta alheia avistei uma amiga vindo na minha direção. Foi covarde, foi extremamente covarde o que eu fiz então. Um minuto depois eu recebi das mãos dela um papel com um nome e um email.
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Eu penso que talvez ali eu tenha quebrado as regras do jogo. Era uma história nossa e aquelas primeiras palavras tinham um papel fundamental em todo o desenrolar dos fatos e eu simplesmente mandei alguém no meu lugar.
Seja como for, eu agora tinha um nome para aquele rosto.
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(Continua)
Por Ana C. Nemes às 9:13 AM 3 Ondas Links para esta postagem
Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
.A história que eu sempre quis contar - Parte IV
E então eu saí correndo. Não tenho um pingo de vergonha de dizer isso, eu saí correndo pra dentro daquele supermercado não tão grande.
Por um momento me censurei e cheguei a achar que estava louca, quando entrei no local e não vi ninguém com o dito tênis amarelo. Olhei para os lados, tentei avistar, mas nada. Então a primeira idéia inteligente desde a primeira vez que eu o havia isto surgiu na minha cabeça.
O que me motivou a resolver parar de ser fresca e ir logo atrás dele? É aquele velho dito popular tão gasto e clichê de que quem perde descobre que queria mesmo. E eu não iria deixá-lo simplesmente passar mais uma vez.
Peguei uma cestinha e coloquei várias coisas dentro. Nem vi exatamente o que. Fui colocando. E comecei a andar pelos corredores do supermercado, tendo sempre a certeza de que não havia deixado nada passar. Foi então que na pressa aconteceu. Eu virei em um corredor e esbarrei em um carrinho. Coisas caíram da cestinha e a cestinha da minha mão, e eu já estava pronta para sair xingando o filho da puta que deixou o carrinho no meio do corredor quando olho pra cima e instantâneamente perco as palavras.
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Um milênio clichê passou em um exato segundo. E agora? Eu estava pronta para praticamente tudo. Havia feito tantos planos, tantas formas diferentes de dicas pro destino da maneira como poderíamos nos encontrar. Havia traçado rotas, escolhido palavras, eu estava realmente preparada para ser engraçada e falar algo que quebrasse o gelo, mas todas as formas que estavam dentro da minha mente desconheciam um pormenor importante: O destino é um vagabundo idiota que vai sempre te surpreender.
Eu estava despreparada para algo tão simples como um encontro no supermercado. Então juntei as coisas na cestinha sem tirar meus olhos dos dele, levantei e saí. Querendo me matar por dentro.
Três ou quatro passos depois, virei para trás. Ele ainda estava lá. E ainda me olhava.
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Virei a esquina do corredor, larguei a cestinha e saí. Saí dali quase correndo de volta para fora.
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(Continua)
Por Ana C. Nemes às 8:32 AM 3 Ondas Links para esta postagem
Sábado, 25 de Abril de 2009
.Parênteses
Se me imitaSSE, escreveria certo.
Pronto, falei.
Por Ana C. Nemes às 10:48 AM 3 Ondas Links para esta postagem
Terça-feira, 7 de Abril de 2009
A história que eu sempre quis contar - Parte III
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Uma quarta feira há anos atrás. Eu levantei com o sentimento de que o dia anterior havia sido péssimo, aquela confusão de pensamentos de quando você está acordando e não consegue se lembrar onde está e quem você é. Então eu lembrei e já xinguei mentalmente toda a minha timidez idiota. Eu nunca mais o veria? Sai de casa e comecei uma das buscas mais estúpidas da minha vida. Eu andei sem rumo naquela cidade com mais de 300 mil pessoas procurando apenas uma. Aquele um que eu não sabia nem como se chamava. Alô, inteligência?
Provavelmente algumas semanas se passaram e então eu desisti, não sem tristeza, de procurar por ele. Mal sabia eu que eu não precisaria mais procurar, pois ele viria até mim.
Até hoje eu me pego pensando nisso, nessa história e no seu começo. Quando eu conto pra alguém, invariavelmente eu ouço algo sobre ser uma história linda e que o destino é tão bonito e mimimi. Mas puta destino bobo, se é que ele existe, que quis escrever uma história linda e parou na metade.
Mais de um mês após aqueles dias de vestibular minha história toda se revirou. Depois de uma série de pequenos eventos acidentais numa tarde de segunda feira, me vi parada em frente a um mercado, sabe-se lá por que. Mas eu estava lá, exatamente a tempo de ver entrar apressado um par de tênis amarelo.
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Deja vu.
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Minha cabeça num misto de lembranças coloridas, em movimento e embaçadas entrou em uma busca involuntária pra achar um motivo por que meu coração se acelerou tanto ao ver aquela cena.
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(Continua)
Por Ana C. Nemes às 9:35 AM 2 Ondas Links para esta postagem
Sábado, 4 de Abril de 2009
.A história que eu sempre quis contar - Parte II
O que caracteriza um grande amor?
Pra uns, é o tempo. Pra outros, a forma com que se conheceram. Pra outros ainda, um grande amor só é bem grande se for triste. Palavras de um poeta. Mas e no mundo real, pra gente, o que faz um amor não ser pequeno? Será que ser "pra sempre" é a unica maneira de fazer aquele sentimento tomar proporções significativas?
Eu nunca tinha me perguntado isso até pegar aquele ônibus de volta pra minha cidade, deixando na rodoviária a ultima chance de que ele fosse meu eterno amor. Mas qual era a moral daquela história, por que tinha tudo, tudo pra que fosse ele.
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Aquele domingo de manhã no começo de 2006. Eu entrei de cabeça baixa e logo encontrei um lugar pra sentar em um degrau de escada. Eu teria saido de cabeça baixa e nunca escreveria nada sobre aquela prova de vestibular, mas alguém ali mudou meu destino, seja isso bom ou não. Ele estava parado e me olhava, podia ser isso mesmo? Quem era ele? E por que, por que eu tinha a nítida impressão de que nós já estávamos conectados há tempos?
Com tudo o que se passou durante aquele momento, uma coisa eu nunca vou esquecer. Seus dois olhos cor de mel me olharam fixamente, arrancaram de mim a minha privacidade, me expuseram, me reviraram. Hoje eu lembro que ele nunca me pediu permissão pra se intrometer assim na minha vida.
Os três dias de vestibular passaram, e eu não soube seu nome, não soube nada a seu respeito. Nós fomos presos por aquele silêncio ridículo, já que não existia nada pra se dizer mais coerente do que retomar uma conversa antiga que nós nunca havíamos tido.
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Foi a primeira vez que nós nos deixamos separar sem fazer força pra impedir.
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Por Ana C. Nemes às 5:20 PM 5 Ondas Links para esta postagem
Domingo, 29 de Março de 2009
.A história que eu sempre quis contar - Parte I
Ele poderia ter sido o amor da minha vida. Se eu acreditasse em várias vidas, ele seria o amor de todas. Amor de filme, daqueles com histórias de fazer o cinema todo chorar, e hoje nem sei mais onde ele se encontra ao certo.
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[To be continued...]
Por Ana C. Nemes às 6:31 PM 1 Ondas Links para esta postagem
Quinta-feira, 5 de Março de 2009
.Tragical is beautiful
It's not beautiful!
Yes, it is!
It's tragic, actually...
But tragic is beautiful, in some ways.
Witch ways?
I don't know, but it just is. I cannot explain.
When?
When someone cry so hard that trought the tears I can look deep inside his eyes, without figuring out what's going on but there's this mistery, you know, poetic.
Still tragic.
Sadness is beautiful,
Loneliness is tragical,
So help me I can't win this war.
(Shape of my Heart - Backstreet Boys)
Por Ana C. Nemes às 9:57 AM 2 Ondas Links para esta postagem
Damn! You are so last year!
Uma das coisas que eu não suporto é pessoas "last week" que não tem consciência do seu estado. Por que estilo tem data de validade, assim como atitudes e pensamentos. É mediocridade achar que nada muda em tanto tempo, ou um tipo mesmo de pretensão excessiva.
É uma espécie de "A casa do lago" mental, mas sem a casa, e sem o lago. E sem o Keanu Reeves, pra minha tristeza.
Uma ideia perde a validade quando antes era desejável e depois se torna ridícula. Pessoas "last week" vivem sem perceber essas mudanças, se tornam então elas próprias ridículas. E isso me estressa profundamente, me estressa mais do que tapete desarrumado[1] e pessoas que ouvem musica sem fone no ônibus[2]. Me estressa pelo fato meio obvio de que eu estou tempos a frente e não tenho saco de aguentar gente vivendo ano passado.
[1] Quem me conhece sabe, tapete desarrumado está pra coisas irritantes assim como mexer na minha orelha está para coisas que me deixam putadacara.
[2] Isso estressa qualquer ser humano normal, né.
Por Ana C. Nemes às 5:02 AM 1 Ondas Links para esta postagem
Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009
.Não faz nem por um instante
Te ver não me faz ficar feliz por ter te chutado de vez pra fora da minha vida. Deveria, mas não faz. Deveria pelo fato simples de que não foi um exagero, você mereceu tudo que eu te disse, mas não me deixa com aquela sensação de liberdade que era suposta, por que só faz ficar cada vez mais estranho e apertado aqui dentro. E que quando eu abaixo a cabeça ou viro o rosto eu não o faço na intenção de que você não me veja, ou que você tenha convicção de que eu te esqueci, mas sim eu o faço pra que eu não caia em tentação e queira te pedir desculpas (um pedido de desculpas que você realmente não merece). Mas eu finjo que te odeio, que te acho desprezível, eu finjo que vai tudo bem e eu dou risada de você pra quem estiver por perto, assim que você passa por mim. Isso definitivamente não me faz um pouquinho mais feliz que seja.
"E só por que eu estou aqui,
Ajoelhado no chão,
Com o coração na mão,
Não quer dizer, que tudo mudou,
Que o tempo parou,
Que você ganhou."
(Homem não chora - Frejat)
Por Ana C. Nemes às 11:38 AM 2 Ondas Links para esta postagem
Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009
.Sem sentido
Ela saiu. Só saiu. Apesar de toda a velocidade, não tinha pressa, nem rumo, e nem fome. Mesmo assim, a despeito disso carregou na mão a maçã que ela definitivamente não iria comer. Nem valia a pena, ela iria morrer.
Ela VAI morrer.
Talvez já estava morta. Quem sabe se deu conta disso quando a mulher passando ao seu lado se horrorizou quando a olhou. Seria por ela ter se deitado no chão, na calçada, na rua?
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Então sentiu a sensação de deixar de sentir. O absoluto vazio de frio, calor ou fome. Tocou o chão e não o sentiu, o vento soprou, bagunçou uma mecha do seu cabelo escuro e ela simplesmente não sentiu. Foi exatamente no momento que ela decidiu se levantar. Se percebeu completamente sem peso. Um carro atropelou sua maçã, mas nenhuma das pessoas ao redor ficaram chocadas com isso, e sim com ela.
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Foi então que ela pediu licença e saiu andando. Mas ninguém notou nada além do corpo caido, despedaçado na calçada. Ela o havia esquecido por lá e de qualquer forma não servia mais pra nada.
Por Ana C. Nemes às 9:35 AM 2 Ondas Links para esta postagem
Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009
.Mas não
Por mais que eu tenha dito em voz bem alta que estavas feio, era mentira. Não estavas com uma beleza exagerada, tampouco algo realmente diferente, e talvez fosse por essa específica razão que isso me havia deixado tão chocada. Eras ainda o mesmo, uma mudança pequena qualquer, mas eras o mesmo. Tu me fizeste por um instante perder a razão e quase abri meus lábios para te chamar.
Mas não.
Meus olhos saborearam tua visão e confesso que me senti tentada, abalada, me senti um tanto levada a sentir saudades tuas.
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Mas não.
Nem teu terno e teu cabelo enrolado me deixam esquecer do que já nos aconteceu. Eu ainda tenho essa escolha.
Por Ana C. Nemes às 9:30 AM 3 Ondas Links para esta postagem








